O BYD Dolphin Mini é hoje um dos elétricos mais vendidos do Brasil. Chegou ao mercado em 2024 como opção de entrada da marca chinesa e rapidamente virou referência entre quem busca um carro 100% elétrico com preço mais acessível.
No mercado de usados, já é possível encontrar unidades das primeiras leva, o que levanta dúvidas sobre autonomia, custo de manutenção e problemas conhecidos. Este guia reúne o que você precisa saber antes de fechar negócio.
Quanto custa usado em 2026?
Segundo a Tabela FIPE, o BYD Dolphin Mini ano/modelo 2026 está avaliado em torno de R$ 111.020, valor referente a agosto de 2026. Nos últimos 12 meses, o modelo teve leve desvalorização: em agosto de 2025 o preço era R$ 113.513, caindo para R$ 111.020 em agosto de 2026, de acordo com a Tabela FIPE .
Vale lembrar que o Dolphin Mini é vendido em duas versões, com preços de tabela (0 km) diferentes:
| Versão | Bateria | Preço de tabela (0 km) |
|---|---|---|
| GL | 30,08 kWh | R$ 118.990 |
| GS | 38,88 kWh | R$ 119.990 |

Como a diferença de preço entre as duas é pequena, mas a autonomia muda bastante, é importante confirmar qual versão está sendo negociada antes de comparar valores.
Por que ainda chama atenção?
O principal atrativo do Dolphin Mini é o custo por quilômetro rodado. Segundo a própria BYD, é um dos carros mais econômicos do mercado, com custo abaixo de R$ 0,09 por km rodado. Além disso, ele usa bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP), sem cobalto ou níquel, tecnologia que reduz custo de produção e é considerada mais estável termicamente.
O modelo também se popularizou por oferecer itens de tecnologia normalmente ausentes em carros de entrada, como conectividade com smartphone.

O motor é econômico e confiável?
O Dolphin Mini é equipado com motor dianteiro de 75 cv e 13,8 kgfm, alimentado por bateria de 38 kWh, com autonomia de até 280 km e transmissão automática de uma velocidade na versão GS (a versão GL tem bateria menor e autonomia de 250 km segundo o Inmetro).
O desempenho não é esportivo e a aceleração de 0 a 100 km/h leva 14,9 segundos, e a velocidade máxima é 130 km/h, que é suficiente para uso urbano.
No consumo, os números oficiais mostram média de 9,6 kWh a cada 100 km, o que equivale a cerca de 10,4 km por kWh. Testes de revistas especializadas registraram números um pouco melhores na cidade: cerca de 12 km/kWh no trânsito urbano e 9,2 km/kWh em estrada. Para recarga rápida, a versão GS aceita carregamento DC de 30% a 80% em cerca de 30 minutos.
Equipamentos
De série, o Dolphin Mini traz central multimídia flutuante de 10,1 polegadas com rotação elétrica, quatro alto-falantes, rádio FM/AM, comando de voz, Apple CarPlay, Android Auto, Spotify integrado, atualizações remotas via OTA e conexão 4G. Em segurança, conta com seis airbags e freios a disco nas quatro rodas.

A versão GS ainda adiciona alguns itens que a GL não tem, como carregador de celular por indução, acabamento do volante em couro sintético e função de vidros elétricos com um toque e anti-esmagamento.
Quais os principais concorrentes?
| Modelo | Posicionamento |
|---|---|
| Renault Kwid E-Tech | Preço de tabela mais baixo, mas com autonomia e acabamento inferior |
| Caoa Chery iCar | Concorrente direto no segmento de elétricos compactos, mas menor no espaço interno |
O Dolphin Mini se diferencia por oferecer mais espaço interno e mais autonomia que o Kwid E-Tech, ainda que custe um pouco mais na tabela.

Principais problemas
Levantamentos com base em relatos de proprietários e reclamações formais apontam alguns pontos de atenção recorrentes:
- Suspensão traseira: é o principal motivo de reclamação entre os donos, com relatos de pancada seca ao passar por lombadas ou buracos em velocidade um pouco maior.
- Bateria de 12V: há relatos de descarregamento inesperado, que chega a impedir o funcionamento de alguns componentes do carro.
- Wallbox e aplicativo: proprietários relatam falhas no carregador doméstico (wallbox) e dificuldades para sincronizar o app oficial da BYD com o veículo.
- Limpador de para-brisa único: modelo de palheta única que deixa áreas sem limpar em chuva forte e resseca rapidamente.
- Assistência técnica: houve aumento de reclamações no Procon-SP em 2024-2025, além de espera por peças em parte da rede de concessionárias por falta de estoque local.

Antes de comprar um usado, vale testar a suspensão em piso irregular e verificar o histórico de manutenção da bateria de 12V.
Vale a pena comprar em 2026?
O Dolphin Mini segue como uma das portas de entrada mais em conta para quem quer migrar para um carro elétrico no Brasil, com baixo custo por quilômetro e pacote de tecnologia acima da média da categoria.
Por outro lado, os relatos de suspensão e bateria auxiliar merecem atenção na hora da vistoria. Para uso urbano, com baixa quilometragem diária, ele cumpre bem o papel. Para quem roda muito em estrada ou depende de recarga rápida com frequência, vale comparar a autonomia real com a necessidade do dia a dia antes de decidir.
Veja também
FAQ
1. Qual a autonomia real do BYD Dolphin Mini? Segundo o Inmetro, a autonomia é de 250 km na versão GL (bateria de 30,08 kWh) e 280 km na versão GS (bateria de 38,88 kWh). O consumo médio fica em torno de 9,6 kWh a cada 100 km.
2. Quanto custa o BYD Dolphin Mini na Tabela FIPE? Em agosto de 2026, o modelo ano 2026 estava avaliado em cerca de R$ 111.020 pela Tabela FIPE, com leve desvalorização em relação ao ano anterior.
3. Qual a diferença entre as versões GL e GS? A GL tem bateria de 30,08 kWh, carregamento DC de até 30 kW e menos itens de conforto. A GS tem bateria de 38,88 kWh, carregamento DC de até 40 kW e equipamentos extras, como carregador por indução e vidros com função anti-esmagamento.
4. Quais os problemas mais comuns do BYD Dolphin Mini? Os relatos mais frequentes envolvem a suspensão traseira, falhas na bateria de 12V, problemas no wallbox e no aplicativo oficial, além do limpador de para-brisa único.
5. O BYD Dolphin Mini é mais barato de manter que um carro a combustão? Sim. Segundo a BYD, o custo por quilômetro rodado fica abaixo de R$ 0,09, valor bem inferior ao de um carro a combustão equivalente.



