Comprar “um Tracker usado” é uma frase que esconde mais variação do que parece. O nome já passou por três gerações tão diferentes entre si no mercado brasileiro que comparar um exemplar de 2015 com um de 2022 é, na prática, comparar carros de propostas completamente distintas, apesar do nome idêntico no documento.
A primeira Tracker nem era um projeto da Chevrolet
Nos anos 2000, o nome Tracker chegou ao Brasil numa versão baseada no Suzuki Vitara/Grand Vitara, um SUV de pegada mais off-road, com motor a diesel disponível em alguns mercados. Foi uma passagem curta, hoje pouco lembrada, mas é de lá que vem o nome que a Chevrolet reaproveitou anos depois.
A segunda fase: motor 1.8, depois 1.4 turbo
Em outubro de 2013, a Chevrolet relançou o Tracker como SUV compacto, motor 1.8 Ecotec de até 144 cv, câmbio manual ou automático de 6 marchas, pra brigar direto com EcoSport e Duster. Em 2017, o motor passou por uma troca relevante: saiu o 1.8 aspirado, entrou o 1.4 turbo aproveitado do Cruze, ganho real de desempenho e eficiência sobre a versão anterior. Essa geração seguiu no mercado até 2019.
A terceira fase: plataforma nova, motor turbo pequeno
Em 2020, a Chevrolet abandonou de vez o projeto anterior e lançou um Tracker completamente novo, sobre a plataforma GEM, a mesma do Onix e Onix Plus, com motorização 100% turbo de três cilindros (1.0 ou 1.2), conectividade atualizada e produção nacional. Foi essa versão que efetivamente emplacou no gosto do consumidor brasileiro e é a que domina as vendas hoje.
Por que isso importa pra quem está comprando um Tracker usado
Um anúncio de “Tracker 2015” e outro de “Tracker 2022” estão descrevendo carros de gerações mecânicas totalmente diferentes, plataforma, motor e proposta de uso não têm relação entre si.
Quem compara só pelo nome corre o risco de formar expectativa errada sobre consumo, peças e comportamento do carro. Já reunimos essa linha do tempo completa, com relatos de donos de cada fase, nas opiniões de donos de Tracker publicadas aqui no blog.
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Como saber qual geração você está olhando?
O ano de fabricação é o indicador mais direto: até 2016 é a fase do motor 1.8, de 2017 a 2019 é a fase do 1.4 turbo, e de 2020 em diante é a geração atual. Vale sempre confirmar a motorização exata no anúncio antes de comparar preço entre exemplares de anos diferentes.
Cada geração do Tracker também tem um valor de FIPE bem diferente, e isso muda o IPVA. Simule o seu na calculadora de IPVA do Meu Carro Usado.


