Dois Duster com a mesma cilindrada no papel podem gastar combustível de formas bem diferentes. A troca de geração mecânica que a Renault fez em 2017 mudou o motor 1.6 por dentro, e a diferença de consumo entre um exemplar antigo e um novo pode passar de 20%, segundo levantamento especializado no consumo real do modelo.
O que mudou por dentro do motor
Até 2016, o Duster usava direção hidráulica, que rouba potência do motor, e motores de concepção mais antiga. Nas versões automáticas dessa fase, o câmbio de 4 marchas (AL4) faz o motor girar alto tanto na estrada quanto na cidade, aumentando bastante o consumo.
A partir de 2017, a Renault trocou o conjunto inteiro: motor 1.6 SCe com bloco de alumínio e corrente de comando, direção elétrica e câmbio CVT X-Tronic, além do sistema Start-Stop, que desliga o motor parado no sinal.
Por que isso importa mais do que o número “1.6” no anúncio
Um anúncio de Duster 1.6 de 2015 e outro de Duster 1.6 de 2018 estão descrevendo motores tecnicamente diferentes, mesmo com a mesma cilindrada anunciada. Quem compara só pelo número corre o risco de decepção com o consumo, esperando a economia do motor novo num exemplar que ainda é da geração antiga.
Já reunimos os números completos de consumo real, cidade e estrada, das duas gerações, no guia Duster é econômica? Veja o consumo real, incluindo dicas práticas pra rodar mais longe com o mesmo tanque em cada uma das versões.
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Como identificar qual geração você está comprando
O ano de fabricação é o indicador mais direto: 2011 a 2016 é a primeira fase, com direção hidráulica e câmbio AL4 nas versões automáticas. De 2017 em diante, o conjunto já é o mais moderno, com direção elétrica e CVT.
Vale confirmar com o vendedor e, se possível, testar a direção pra sentir a diferença de peso no volante, um bom indicador prático de qual geração está na sua frente.
Carro mais econômico também tende a ter FIPE mais estável. Simule o IPVA do Duster que você está de olho na calculadora de IPVA do Meu Carro Usado.



